Sentados à mesa de um bar escuro e quente, bebiam bebidas amargas e doces. Riam risos e sorriam sorrisos deformados do rosto. As vozes saíam entre gargalhadas e olhares incontidos.
- Noite passada - ele sorria melancólico - Eu... Tive pensando em você, Val
Ela sorriu seu mais belo e puro sorriso.
- O que você, pensou?
- Não ria! Dói mais do que você pensa... Você estava nos meus sonhos- o indicador deslizava pela boca do copo -E foi... meio sujo - mordeu os lábios, mas o sorriso se apagou - A noite inteira... O jeito que você me olhava... Foi meio...
- Para...
- Foi meio nojento. Mas eu não posso impedir minha mente de pensar essas coisas...
- Não faz isso com você de novo....
- Shhh... Quando eu me deito na cama eu me masturbo pensando em você - nessa parte ele riu e a bebida saiu pelo nariz - Não acredito que eu to te contando isso, mas eu to meio bêbado, então...
- Você sabe que...
- SHHHH... Sábado que vem o Max sai da cidade, né? O seu namoradinho... Me encontra lá na minha casa...- por essa hora ele caiu em cima de Valentina
- Vem, eu te levo pra casa
- Não conta pra Nadyne
- Ninguém vai contar nada pra Nadyne
Ela o deixou em casa e foi para a sua própria. Se trancou em seu quarto. Foi tirando a roupa. Posto o pijama ela se deitou. Pensou em tudo. Uma mão entrou por debaixo do pijama fino e invadiu o sutiã. A outra foi à boca. Desceu para o pescoço. Fez o seu caminho até a barriga e por fim encontrou a felicidade dita. Com seus movimentos de contorção se fez feliz a tal Valentina. Ah, que delícia era. Também ele estava nos sonhos dela. Sonhos doces, sonhos cálidos. Sonhos malditos, amaldiçoados. Despertos e irrepletos.
- De casa! De casa!
- Val?
- Hoje é sábado - o beijou
Ele a apertou. Os corpos já começavam a se aquecer. As vozes dispensadas, os sonhos acabados em prol da realidade. De algum modo acabam no quarto dele. Numa vontade desmedida, numa pressa louca e incontida. Ele a joga na cama e vai para cima dela. Num ímpeto, rasga a camisa verde e a boca vai para o colo descoberto. Arranca com uma mordida a alça de silicone do sutiã. A mão puxa com certa força o cabelo sem machucar. Ele se agacha e sussurra em seu ouvido:
-Sua vez - morde a orelha
Eles invertem as posições e Valentina se aproveita do feito. Abre a camisa do menino e com unhas afiadas traça um caminho vermelho em seu peito. A boca vai para a boca do outro e na hora de se separar um lábio acaba sendo mordido. O gosto do sangue é uma mistura de ferrugem e sal. Na meia luz do quarto o rapaz começou a rasgar a meia calça da moça numa vontade louca. Foi arrancando, depois, o shortinho com a ajuda do rebolado doce de Valentina. O calor tocava a pele dos dois de fora para dentro e de dentro para fora.
Nessa hora sublime que ela ficou só de calcinha, a mão dele foi para dentro da peça macia e cinza e os vizinhos ouviram à Valentina e a seus altos gemidos. Ela tirou as calças dele e segurou o membro teso com as mãos para pôr na boca. O fez e foi digna de filmes. Aquilo, senhores, só pode ser descrito como delirante. O adolescente a ajudava com a mão entre os cabelos e os deliciosos puxões. A boca ia e vinha numa mais que boa festa.
Ele foi para cima dela e fez o seu trabalho com a língua. As unhas de Valentina lhe marcaram toda a pele, mas como era boa a dor o tal nem se importou. O resto do dia, meu caro, isso não conto. Porque fez-se o calor e o riso. Então o frio e o choro. Então veio a culpa. Mas no fim restaram dois corpos jovens e imaturos prontos para mais sonhos delirantes e vozes descomunais. Sonhos vem e vão. Os corpos ficam.
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