iO refinamento e o caminho ao garboso não sãoserão na beleza e na elegância, afinal, o refinamento vai ao sentido oposto e antagônico ao recrudescimento e a verdade; a, portanto, a pureza. É preciso ao açúcar se banhar e enlamear no enxofre antes de estar fino e branco, a síntese da sujeira e escárnio do inferno é a limpidez e a doçura em consistência fina e arenosa mergulhada em cafeína-droga e retinta a boluras e condimentos. A verdade crua da cana é melhor extraída à cachaça e à garapa, que, um pela mente e o outro pela língua, trazem qualquer verdade à tona quando postas à boca. A alvisse cai melhor à flor: é de se suceder da natureza lhe clamar dessa forma antes da exigência do deleite do ser Outro
Submerso em meio ao pecado do desespero, atravessa e firma o vazio na tropa sacrofana incolor e fria. Encruste em carne o nada resoluto d'alma e a solidão obsessora do ser. Cai enebriado o véu denso da estarrecedora fumaça 'liberdade', sufocando em pulmões livres cabritos e bezerros, cordeiros de sacrifício. Consome a reverberantes goles e tragadas a cronológia palpitante do grotesco e belo aos pedaços ignóbeis da matéria. Absorva, absorva a nectarina amarga retinta a mel lhe empurrada à boca previamente cerrada, agora aberta à mosca e ao vermináceo da Terra.
iii
você não sabe o nome da derrota. de longe, olhou pro abismo e se atirou no fundo do poço. pra cima, a caminhada cansa, dói carne e osso e tudo. a luz machuca o olho, mas há maior a dor de cair profundo e fundo o sempre em mais. simplifique aqui a sua verdade, nem tudo se faz na massa e no meio do mundo. humilhação, bicho e cuspe de gente
iv
é pela verdade que me pergunta? sim! sim! e sim! é tudo verdade! afinal, não se pode gostar de um livro sem gravuras. uma molécula disse sim à outra num momento disperso e eis-nos aqui: caminhando à finalidade nostra. erguei-vos augusto, augusto como eres. faz-fazei o que há de ser feito-fazido, aqui o que há é o trabalho : antropofágico o ser mais belo. cabeçada, cabeçada homana: dói coco, esclareceia mente. que chora, pierrot? pode suceder de estar a colombina com o coringa:uma carta? fatalidade! ainda estais vivo, cordeiro gran-menino lúgubre. fúnebre caprinae. gran-rapaz . . .
v
Que o bem e o mal não há. Toda proposta e verdade maniqueísta no mundo pode ser quebrada por qualquer princípio de reversibilidade que haja. É quando se sucede de perceber que nada significa nada nunca. Nem mesmo à matemática (me sacrifique, pois então!). O que é, é Deus, que tudo é e nada se pode ser diferente dEle. Deus mata, Deus estupra, constrói e destrói, recombina logo em seguida. O que é, é também o destino. Cada um com seu propósito, sua hora e vez, que cada um é, senão, Deus. A unidade do indivíduo está na busca da verdade, singularidade, partícula mínima, universalidade. Não se é um, nem outro: os dois e todos. Outra coisa que não há é a liberdade. O homem aqui nasceu preso e amarrado: pois ao fugir da designada missão e verdade, se corre a ela, que aqui e acolá a estrada se parte, mas síntese de todos é a mesma. Bicho-homem é isso aí que vê suncê - de se quebrar e recolocar à realidade, tése e anti-tése num só: o divino! É o que há
vi
Todo mundo envelhece. E sem o tempo, haveria alegria? É por sinuosas trilhas que se obtém a verdade e só é chegada quando a finalidade é tocada. Fremosa a visão da realidade, não prenda ao mundo o tormento que muy cruel é o sofrimento e vão no desconhecido e no clareado. O ar! O ar! Efêmeras são todas as belezas e também o são os dissabores. Caminha péanteopé, devagar no caminho, pra trás não se vai nunca. A relação se evidencia na experiência e o tombo lhe serve de ensino do levantar preciso, afinal, a pessoalidade, subjetividade só pertence ao eu que não é o todo, digo, só você é mesmo quem de você sabe e sente. Viva a lucidez e a vontade! Obtidas juntas e combinadas serão o transcendental humano. Transcendental humano.