(ou Os maus pensamentos)
Banha no cálice inerte
doce gosto a voz do Diabo
maior em grotesca parte
profanando a luz mo'acabo
Apresamento estridente
do poeta a mente subo
preterido o valor frente
del mudo a canção adubo
floresce ideia em la mente
sussurro de falso esdrúxulo
fatal o riso do inferno
Escárnio maldito e s u j o
terça-feira, 20 de junho de 2017
sábado, 6 de maio de 2017
Reflexões - II
Morte. Transcendental. Travessia.
i
O refinamento e o caminho ao garboso não sãoserão na beleza e na elegância, afinal, o refinamento vai ao sentido oposto e antagônico ao recrudescimento e a verdade; a, portanto, a pureza. É preciso ao açúcar se banhar e enlamear no enxofre antes de estar fino e branco, a síntese da sujeira e escárnio do inferno é a limpidez e a doçura em consistência fina e arenosa mergulhada em cafeína-droga e retinta a boluras e condimentos. A verdade crua da cana é melhor extraída à cachaça e à garapa, que, um pela mente e o outro pela língua, trazem qualquer verdade à tona quando postas à boca. A alvisse cai melhor à flor: é de se suceder da natureza lhe clamar dessa forma antes da exigência do deleite do ser Outro
ii*
Submerso em meio ao pecado do desespero, atravessa e firma o vazio na tropa sacrofana incolor e fria. Encruste em carne o nada resoluto d'alma e a solidão obsessora do ser. Cai enebriado o véu denso da estarrecedora fumaça 'liberdade', sufocando em pulmões livres cabritos e bezerros, cordeiros de sacrifício. Consome a reverberantes goles e tragadas a cronológia palpitante do grotesco e belo aos pedaços ignóbeis da matéria. Absorva, absorva a nectarina amarga retinta a mel lhe empurrada à boca previamente cerrada, agora aberta à mosca e ao vermináceo da Terra.
iii
você não sabe o nome da derrota. de longe, olhou pro abismo e se atirou no fundo do poço. pra cima, a caminhada cansa, dói carne e osso e tudo. a luz machuca o olho, mas há maior a dor de cair profundo e fundo o sempre em mais. simplifique aqui a sua verdade, nem tudo se faz na massa e no meio do mundo. humilhação, bicho e cuspe de gente
iv
é pela verdade que me pergunta? sim! sim! e sim! é tudo verdade! afinal, não se pode gostar de um livro sem gravuras. uma molécula disse sim à outra num momento disperso e eis-nos aqui: caminhando à finalidade nostra. erguei-vos augusto, augusto como eres. faz-fazei o que há de ser feito-fazido, aqui o que há é o trabalho : antropofágico o ser mais belo. cabeçada, cabeçada homana: dói coco, esclareceia mente. que chora, pierrot? pode suceder de estar a colombina com o coringa:uma carta? fatalidade! ainda estais vivo, cordeiro gran-menino lúgubre. fúnebre caprinae. gran-rapaz . . .
v
Que o bem e o mal não há. Toda proposta e verdade maniqueísta no mundo pode ser quebrada por qualquer princípio de reversibilidade que haja. É quando se sucede de perceber que nada significa nada nunca. Nem mesmo à matemática (me sacrifique, pois então!). O que é, é Deus, que tudo é e nada se pode ser diferente dEle. Deus mata, Deus estupra, constrói e destrói, recombina logo em seguida. O que é, é também o destino. Cada um com seu propósito, sua hora e vez, que cada um é, senão, Deus. A unidade do indivíduo está na busca da verdade, singularidade, partícula mínima, universalidade. Não se é um, nem outro: os dois e todos. Outra coisa que não há é a liberdade. O homem aqui nasceu preso e amarrado: pois ao fugir da designada missão e verdade, se corre a ela, que aqui e acolá a estrada se parte, mas síntese de todos é a mesma. Bicho-homem é isso aí que vê suncê - de se quebrar e recolocar à realidade, tése e anti-tése num só: o divino! É o que há
vi
Todo mundo envelhece. E sem o tempo, haveria alegria? É por sinuosas trilhas que se obtém a verdade e só é chegada quando a finalidade é tocada. Fremosa a visão da realidade, não prenda ao mundo o tormento que muy cruel é o sofrimento e vão no desconhecido e no clareado. O ar! O ar! Efêmeras são todas as belezas e também o são os dissabores. Caminha péanteopé, devagar no caminho, pra trás não se vai nunca. A relação se evidencia na experiência e o tombo lhe serve de ensino do levantar preciso, afinal, a pessoalidade, subjetividade só pertence ao eu que não é o todo, digo, só você é mesmo quem de você sabe e sente. Viva a lucidez e a vontade! Obtidas juntas e combinadas serão o transcendental humano. Transcendental humano.
iO refinamento e o caminho ao garboso não sãoserão na beleza e na elegância, afinal, o refinamento vai ao sentido oposto e antagônico ao recrudescimento e a verdade; a, portanto, a pureza. É preciso ao açúcar se banhar e enlamear no enxofre antes de estar fino e branco, a síntese da sujeira e escárnio do inferno é a limpidez e a doçura em consistência fina e arenosa mergulhada em cafeína-droga e retinta a boluras e condimentos. A verdade crua da cana é melhor extraída à cachaça e à garapa, que, um pela mente e o outro pela língua, trazem qualquer verdade à tona quando postas à boca. A alvisse cai melhor à flor: é de se suceder da natureza lhe clamar dessa forma antes da exigência do deleite do ser Outro
Submerso em meio ao pecado do desespero, atravessa e firma o vazio na tropa sacrofana incolor e fria. Encruste em carne o nada resoluto d'alma e a solidão obsessora do ser. Cai enebriado o véu denso da estarrecedora fumaça 'liberdade', sufocando em pulmões livres cabritos e bezerros, cordeiros de sacrifício. Consome a reverberantes goles e tragadas a cronológia palpitante do grotesco e belo aos pedaços ignóbeis da matéria. Absorva, absorva a nectarina amarga retinta a mel lhe empurrada à boca previamente cerrada, agora aberta à mosca e ao vermináceo da Terra.
iii
você não sabe o nome da derrota. de longe, olhou pro abismo e se atirou no fundo do poço. pra cima, a caminhada cansa, dói carne e osso e tudo. a luz machuca o olho, mas há maior a dor de cair profundo e fundo o sempre em mais. simplifique aqui a sua verdade, nem tudo se faz na massa e no meio do mundo. humilhação, bicho e cuspe de gente
iv
é pela verdade que me pergunta? sim! sim! e sim! é tudo verdade! afinal, não se pode gostar de um livro sem gravuras. uma molécula disse sim à outra num momento disperso e eis-nos aqui: caminhando à finalidade nostra. erguei-vos augusto, augusto como eres. faz-fazei o que há de ser feito-fazido, aqui o que há é o trabalho : antropofágico o ser mais belo. cabeçada, cabeçada homana: dói coco, esclareceia mente. que chora, pierrot? pode suceder de estar a colombina com o coringa:uma carta? fatalidade! ainda estais vivo, cordeiro gran-menino lúgubre. fúnebre caprinae. gran-rapaz . . .
v
Que o bem e o mal não há. Toda proposta e verdade maniqueísta no mundo pode ser quebrada por qualquer princípio de reversibilidade que haja. É quando se sucede de perceber que nada significa nada nunca. Nem mesmo à matemática (me sacrifique, pois então!). O que é, é Deus, que tudo é e nada se pode ser diferente dEle. Deus mata, Deus estupra, constrói e destrói, recombina logo em seguida. O que é, é também o destino. Cada um com seu propósito, sua hora e vez, que cada um é, senão, Deus. A unidade do indivíduo está na busca da verdade, singularidade, partícula mínima, universalidade. Não se é um, nem outro: os dois e todos. Outra coisa que não há é a liberdade. O homem aqui nasceu preso e amarrado: pois ao fugir da designada missão e verdade, se corre a ela, que aqui e acolá a estrada se parte, mas síntese de todos é a mesma. Bicho-homem é isso aí que vê suncê - de se quebrar e recolocar à realidade, tése e anti-tése num só: o divino! É o que há
vi
Todo mundo envelhece. E sem o tempo, haveria alegria? É por sinuosas trilhas que se obtém a verdade e só é chegada quando a finalidade é tocada. Fremosa a visão da realidade, não prenda ao mundo o tormento que muy cruel é o sofrimento e vão no desconhecido e no clareado. O ar! O ar! Efêmeras são todas as belezas e também o são os dissabores. Caminha péanteopé, devagar no caminho, pra trás não se vai nunca. A relação se evidencia na experiência e o tombo lhe serve de ensino do levantar preciso, afinal, a pessoalidade, subjetividade só pertence ao eu que não é o todo, digo, só você é mesmo quem de você sabe e sente. Viva a lucidez e a vontade! Obtidas juntas e combinadas serão o transcendental humano. Transcendental humano.
Reflexões - I
Amor e solidão
vii*
Meu amor, se procura profundidade vá às Fossas Marianas. I'm just having my time! É bem verdade, minha moça, que eu te contei que sou dado à literatura, li Marx, perco horas com estudos de Spinoza e já nós discutimos Coppola, só não lhe disse que agora o meu momento é outro. Já não estou nessa pauta. Quero só te dizer que amo e marcar a próxima foda, vamos celebrar a juventude nostra. Quero comer fast-foods caros e viver americanizado. Quero fingir que acredito que mais sobre tudo vale a liberdade e todo resto me enche o saco. Não te enche todo esse blá-blá-blá de que "eu nem sei quem sou"? Anda, me diz: qual a última tendência da moda? Meu sonho era morar na praia. Caviar? Dizem que tem gosto de buceta, quem sabe? Quantas pessoas você beijou ontem? Eu mesmo não lembro depois da quinta boca. Ouça bem, querida: não sei se lhe contaram, mas o mundo é um moinho e, veja, esta é a última referência que faço, pois, se já são difundidas e rasas, não são fúteis o bastante para mim. Vem, quero comer um biscoito e a bolacha, que nessa vida muito se acha, mas o pé-pós-pé é fácil. Anda, menina! Sacode a poeira, me dá um beijo que se não for dado eu gosto roubado. Tonto eu? Tonto é quem me chama. Só quero gozar um pouco, que culpa há nisso?
i
Sempre expostos à coletividade estaremos os sós frente ao real. E quando te penso e toco e experimento, é quando me perco de minha consciência e nego as verdades de minha razão. Ando deitando-me ao meu eu-essência, e é o movimento das costelas do peito seu que me garante o ar à célula. Ao teu encontro, me entrego enfim à solidão e fecho afinal as portas do resto da gente no mundo para ir ao encontro do eu e procurar enfim o seu em mim e afinal o eu no seu. Sucede do momento crucial do seu calor aprofundando ao meu, o achado da finalidade do intuitivo de meus sonhos. Flui o rio sem margens - transbordante, asfixiador e esplendoroso -; meu fatal amor
ii
É a instabilidade de andar na corda bamba da certeza que quando a sopram, em ondas transversais e desesperadas, se desfaz e o equilibrista cai engolindo a mosca, a pulga e tudo. Acontece para a gente no mundo o cair como um mergulho para aprendamos:
Flui o tempo! Respeita a corrente!
Flui o tempo! Respeita a corrente!
Shiiii... pelo figo da figueira que o passarim bicou.... ainda estou aqui, meu bem
iii
Aproximar-me a você é experimentar meus medos e confrontar minhas não-verdades. A intensidade do teu menor olhar e do sentimento do teu cheiro me elucidam por todo o caminho da incompreensível. Buscar-te é adentrar a gruta escura coberta pelo céu estrelado e cercada pela mata sem saída da minha mente, esbarrando em estalactites e estalagmites pontiagudas e úmidas prenunciando o abismo incerto do que encontrarei embaixo.
São teus olhos siderais que a quem primeiro desapercebido olha parecem o firmamento encrustado de brilhantes prateados e no entanto a mim gritam mudos as verdades do Universo que nos esforçamos a compreender, mas porém nem mesmo o mudo ouve o quieto grito o quão calado esteja. Sente, sente...
iv*
A personificação do desejo não se limita à carne. O cheiro e a vontade se apegam aos sentidos e ao peito, mas há muito mais nas camadas da inconsciência e subjetividade que se desvelam as sensações e sentimentos. Ainda que as coisas sejam sentidas e experimentadas, seria preciso para a clareza do espírito, o coco, o peito e o caminho a racionalização do inatingível. Aproximar-se à essência sem nunca obter a forma, o fracasso serve de base à verdade posta à realidade. O que não vêem os olhos não pesa ao peito, mas é preciso experimentar o mundo de olhos expostos à luz para que se veja e então lho ouça o miocárdio - tum-tum; tum-tum -; ainda esteja o conforto na ignorância, não vai aceitar a natureza e a coletividade a bobice do ser, pois a verdade subjetiva ainda procura a realidade na ausência do sentido. E agora? E então? Como se desvela e mostra a relação? Bobice, estupidice, babaquice. A experiência atesta a realidade, objetividade e a análise é formada pelo modelo. Aqui: fracasso. Agora: o próximo passo.
v
tu te cativas pelo cheiro, pela vontade. tem pele e toque e cuidado. mas e o outro: em que se cativa em ti? tu te torturas pela ideia e submete a ela de espinha curva. morres na praia, à espreita do mar salgado e belo, que burro só atravessa rio e lago
vi
As horas que gastei na ocupação dos olhos seus não me serão ressarcidas nunca. Ora, senhor meu amor, pois pague-as bem que me perco em delírio e encanto ao imaginar a boca sua queimando os lábios meus. As verdades das curvas que secretas só eu lhe vejo me dizem que é destino a fazer-me, coitado, margarina. O menos toque da sua epiderme me causa a sensação que não pode a endorfina combinada à dopamina! Meu bem, o menos toque seu pode me eletrocutar inteiro. Me quedo tonto e me vejo de todo bobo ao obter qualquer sinal, bandeira, besteira que me venha do vosso gesto. E então os sábios dirão: "da idade!". E que da idade seja, meu bem, é fato! O seu corpo aproximado ao meu reaje numa infinda erupção. É químico, não está em minhas mãos. Bonito, por tudo isso, perdão! Efeito colateral. Tesão!
vi
As horas que gastei na ocupação dos olhos seus não me serão ressarcidas nunca. Ora, senhor meu amor, pois pague-as bem que me perco em delírio e encanto ao imaginar a boca sua queimando os lábios meus. As verdades das curvas que secretas só eu lhe vejo me dizem que é destino a fazer-me, coitado, margarina. O menos toque da sua epiderme me causa a sensação que não pode a endorfina combinada à dopamina! Meu bem, o menos toque seu pode me eletrocutar inteiro. Me quedo tonto e me vejo de todo bobo ao obter qualquer sinal, bandeira, besteira que me venha do vosso gesto. E então os sábios dirão: "da idade!". E que da idade seja, meu bem, é fato! O seu corpo aproximado ao meu reaje numa infinda erupção. É químico, não está em minhas mãos. Bonito, por tudo isso, perdão! Efeito colateral. Tesão!
vii*
Meu amor, se procura profundidade vá às Fossas Marianas. I'm just having my time! É bem verdade, minha moça, que eu te contei que sou dado à literatura, li Marx, perco horas com estudos de Spinoza e já nós discutimos Coppola, só não lhe disse que agora o meu momento é outro. Já não estou nessa pauta. Quero só te dizer que amo e marcar a próxima foda, vamos celebrar a juventude nostra. Quero comer fast-foods caros e viver americanizado. Quero fingir que acredito que mais sobre tudo vale a liberdade e todo resto me enche o saco. Não te enche todo esse blá-blá-blá de que "eu nem sei quem sou"? Anda, me diz: qual a última tendência da moda? Meu sonho era morar na praia. Caviar? Dizem que tem gosto de buceta, quem sabe? Quantas pessoas você beijou ontem? Eu mesmo não lembro depois da quinta boca. Ouça bem, querida: não sei se lhe contaram, mas o mundo é um moinho e, veja, esta é a última referência que faço, pois, se já são difundidas e rasas, não são fúteis o bastante para mim. Vem, quero comer um biscoito e a bolacha, que nessa vida muito se acha, mas o pé-pós-pé é fácil. Anda, menina! Sacode a poeira, me dá um beijo que se não for dado eu gosto roubado. Tonto eu? Tonto é quem me chama. Só quero gozar um pouco, que culpa há nisso?
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
Sobre Irmãos - Prólogo
À beira do cais de Salvador, a cidade da Bahia, se aproxima Leandro de Leocádia. Os pretos estivadores em segundo de tempo haviam derrubado um saco de sal grosso no mar costeiro. Dissolve-se. Dilui. Ambos desnudos da cintura pra cima. Dois moleques semi-nus, não fosse a cabeleira sarará de Leocádia. Os dois agora contam dez, quase onze, e o Sol, que conta mais uns tantos, os queima a pele. "Leocádia, mete a roupa! Mãe já vem do mercado", a menina ri na alvisse dos dentes, um despontando permanente por trás. Liberta-se do aperto do irmão, corre um bucado e pula. Pleft! na água: "Você é franguinho, Leonardo. Xibungo!" E joga água salgada, fim de terra, começo de mar.
Tu que é!, a menina não ouve. Tu que é! Ele se irrita e se joga na água. Estão os dois agora molhados, salgados. Gêmeos de fato. "Tu é doida, Leocádia. Vamo'! Antes que mãe chegue" Ela nada até ele e cospe água no rosto. "Tu é franguinho, Leandro. Uma hora cai sua bigola". Oxe! "E tu que nem tem peito" É que eu sou homem "Não é não! Você usa calcinha" Mais que tu eu sou "Não é não!". Ele pega a mão dela por sob a água e mete dentro da cueca. "Viu, eu sou e você não" "Então por que tu não tem barba?" "É que eu sou menino" "Tu é menina! Eu vou ter barba e você vai crescer peito!" "Não vai não" Ele vai atrás dela, mas a menina é mais esperta na água. Nada rápido até um saveiro e pula dentro. Ele vai atrás em desespero. Tu é lerdo!, ri um riso enorme, de largo se enxerga o buraco nos dentes atrás. Leandro chega ao saveiro e sobe. Encara Leocádia. Tu que é! Ela cospe nele um cuspe doce, ele grunhe e os dois se embolam no chão saturado de areia. Ela grita: Solta meu cabelo! E ele: Tu me arranhou! Tu me arranhou! Ela se solta do aperto e senta longe no assoalho molhado. Dá a língua. Ele oferece a sua em resposta. Ficam emburrados, muito bravos. "Eu não sou mais seu irmão" Eu que não sou sua. "Bom mesmo!" Bom mesmo. Ele se irrita e levanta. "Eu vou embora!" Ela passa a mão pelos cabelos molhados: Oxe, vai! Ele a pega pelo braço: "Oh, Leocádia, vamo'! Prometo que lhe dou duas bola de gude " Quero cinco "Duas tá bom, Leocádia, vamo'!" Cinco. Ele grunhe e morde os beiços "Três!" "Já disse que cinco" "Vá, eu te dou quatro e deixa você brincar com o peão" "Todos os dias?" Todos. Ela se levanta e suspira Ai, ai! "Tu é franguinho de mais, Leandro. Vamo'!" E se atira na água pra em préstimo de tempo estar no cais.
Menina-moleque e moleque-menina. O que se encontra no portão da Bahia.
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